Tarsila do Amaral - texto pesquisa



Tarsila do Amaral Nascida em 01 de setembro de 1886, na cidade de Capivari- SP. 

Filha de Lydia Dias do Amaral e José Estanislau do Amaral Filho, Tarsila passou sua infância nas fazendas de café do pai. Sua família era muito rica, herança do avô. Assim Tarsila e os irmãos tiveram uma vida de luxuria, com uma culta educação.

 Tarsila foi estudar em São Paulo, no colégio Sion e em 1902 continuou seus estudos em Barcelona na Espanha, lugar onde fez o seu primeiro trabalho como pintora, fazendo cópias o Sagrado Coração de Jesus, 1904. Ela era muito perfeccionista, desenvolvendo técnicas de correção. Seus pais sempre apoiaram as suas atividades artísticas e intelectuais.

 Em 1904, fez sua primeira viagem a Paris (França), cidade que seria fundamental na sua formação artística. Voltou ao Brasil em 1906 e se casou com André Teixeira Pinto, primo de sua mãe, com quem teve sua única filha, Dulce. Eles se separam anos depois, pois André era um homem muito conservador, queria mulher cuidando da casa e Tarsila queria estudar arte. Tarsila começou seus estudos de pintura em 1917, com o acadêmico Pedro Alexandrino, onde conhece Anita Malfatti. 

 Em 1020 embarca para Paris para estudar na Academia Julian. Nesse período na Europa se corresponde com Anita Malfatti sobre o meio cultural paulista. 

Em 1922, uma de suas telas chamada “Figura” é aceita no Salão Oficial dos artistas franceses. Por simbolizar sua entrada no meio artístico, Tarsila chama a obra “figura” de (o passaporte). 

A semana de arte moderna de 1922 acontece em fevereiro, enquanto Tarsila ainda estava em Paris. Ela volta ao Brasil em junho e através de Anita conhece o grupo modernista.

Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Anita Malfatti, Menotti Del Picchia e Tarsila do Amaral formam o grupo dos cinco. Eles dividiam ideias, organizavam eventos, andavam pra todo lado no cadilac verde de Oswald. 

Oswald de Andrade se apaixona por Tarsila e começam então a namorar. 

Nesse momento a pintura de Tarsila fica mais expressiva, influenciada por Anita. Pinceladas mais rápidas, cores mais fortes como nos retratos que fez de Oswald e Mario de Andrade.

 Em dezembro volta a Paris e de lá escreve para família: “Sinto-me cada vez mais brasileira. Quero ser a pintora da minha terra.”. Nessa época ela pinta a tela “A negra” que é precursora do Antropofagismo. 

Em Paris fica amiga de Blaise Andrass que a apresentou aos intelectuais da cidade, como Picasso e Fernand Léger. Assim se aproximou do cubismo. 

Blaise Andrass veio ao Brasil com Tarsila, visitou o carnaval do Rio de Janeiro e as cidades históricas de Minas. Nessa viagem Tarsila descobre cores vivas, paisagens brasileiras, o povo e inicia uma nossa fase da sua pintura chamada PAU BRASIL. 

Em 1925 Mário de Andrade fez um poema chamado “Tarsiwaldo” dedicado a Tarsila e Oswald. Em 1926 Tarsila realiza sua primeira exposição individual em Paris. A tela “A cuca” é comprada pelo Fundo Nacional de Arte Contemporânea Francês. É a primeira tela que aparece os bichinhos “tarsilianos”. 

Demorou mas seu divórcio saiu, com influência do seu pai. Assim ela casa-se com Oswald em 30/10/2926 e o presidente Washington Luiz foi padrinho de casamento. 

Em 1928, Tarsila pinta “Abaporu” para presentear Oswald em seu aniversário. Ele ficou alucinado, dizia parecer “homem plantado na terra”. Com ajuda do poeta Raul Bopp, também enlouquecido pela obra, consultou o dicionário de Tupi Guarani do pai da Tarsila e titularam a obra. ABA= HOMEM, PORU= QUE COME, significa “homem que come carne humana”. Raul Bopp, indagou ao ver a pintura: “Vamos fazer um movimento em torno desse quadro?”. A obra então inspira o “ANTROPOGASIAMO”, movimento de Oswald de Andrade. 

 O antropofagismo sugeria engolir a cultura europeia, cultura vigente da época, e juntar com elementos brasileiros e transformar em uma “coisa” bem brasileira, bem nossa, que valorizasse nosso país. 

Em 1929 Tarsila realiza sua primeira exposição individual no Brasil, no Palace Hotel do rio de Janeiro. Nesse mesmo ano Oswald se apaixona pela Pagu e Tarsila se separa. Com a queda da Bolsa de Nova York, a crise econômica e o preço do café em queda, Tarsila e sua família enfrentam dificuldades financeiras. Tarsila chega a trabalhar na Pinacoteca do Estado de SP por pouco tempo. Em 1931, Tarsila viaja a Rússia com então namorado Osório César onde também faz exposição em Moscou. 

Totalmente sem dinheiro trabalha como operária de construção, pintora de parede e também vende uma telas... para juntar dinheiro e voltar para o Brasil. Por conta dessa viagem e sua presença em algumas reuniões políticas, quando volta ao Brasil em 1932, ela é presa por cerca de um mês. 

Fica traumatizada e nunca mais se envolve com a política. Seu quadro “Operários” de 1933 foi o marco na pintura social do Brasil. 

Participou da 1ª Bienal de Arte de São Paulo como artista selecionada e não convidada com a tela “EFCB” de 1924 (ícone do manifesto Pau Brasil), com contrastes entre a paisagem rural e futuro das cidades modernas. Entre 1933 e 1952 viveu com escritor Luiz Martins. Teve sala especial na Bienal de Veneza de 1964. 

Em 1995 a obra “Abaporu” foi vendada a um empresário argentino Eduardo Constantim por cerca de 1,5 milhões de dólares. O quadro hoje se encontra no Museu de Arte Latino-americana de Buenos Aires (MALBA). 

Em 1949 Tarsila perde sua única neta, Beatriz. Morreu afogada tentando salvar uma amiga em um lago de Petrópolis. As duas morreram. 

Em 1965 Tarsila passa por uma cirurgia na coluna e por um erro médico fica paraplégica. 

Em 1965, Tarsila perde sua filha Dulce, que morre de um ataque de diabetes, o que deixou a artista desesperada e deprimida. A partir disso ela encontra na religião, mais precisamente no espiritismo, um consolo, e torna-se doadora do que arrecadava com as suas obras para uma instituição de caridade administrada por Chico Xavier, de quem Tarsila se torna amiga. 

Tarsila morre em 17 de janeiro de 1973, tendo vivido seus últimos 8 anos em uma cadeira de rodas. Morre em depressão. É enterrada com vestido branco que ela mesma escolheu. 

Deixa um legado com cerca de 2 mil trabalhos. 

Em 2008, a União Astronômica Internacional deu o nome de “Amaral” a uma cratera do planeta Mercúrio, em homenagem a Tarsila.

Vídeo Institucional - Museu Casa de Portinari

34ª Bienal de Arte de são Paulo

Marcada pelo encontro e potencialização mútua entre projeto curatorial e atuação institucional, a 34ª Bienal de São Paulo enfatiza poéticas da “relação” e adota uma estrutura de funcionamento inovadora, que envolve a realização de mostras e ações apresentadas no Pavilhão da Bienal a partir de fevereiro de 2020 e a articulação com uma rede de mais de 20 instituições paulistas. Quando o Pavilhão for inteiramente tomado pela mostra, a partir de setembro de 2020, essas instituições promoverão, em seus próprios espaços, exposições integrantes da 34ª Bienal. 
Com curadoria geral de Jacopo Crivelli Visconti e equipe curatorial composta por Paulo Miyada (curador adjunto) e Carla Zaccagnini, Francesco Stocchi e Ruth Estévez (curadores convidados), a 34ª Bienal de São Paulo é intitulada Faz escuro mas eu canto, verso do poeta amazonense Thiago de Mello (Barreirinha, 1926), e será inaugurada por mostras individuais das artistas Ximena Garrido-Lecca, Clara Ianni e Deana Lawson, além de performances de autoria de Neo Muyanga, León Ferrari e Hélio Oiticica.

Performances e mostras individuais
Como anunciado previamente, o modo de funcionamento da 34ª Bienal de São Paulo leva em consideração três eixos distintos: espaço, tempo e profundidade. No tempo, ela se alonga, iniciando-se em fevereiro de 2020 com três mostras individuais e três ações performáticas de curta duração, que ocupam determinadas áreas do Pavilhão da Bienal em diferentes momentos e introduzem alguns dos temas que serão desenvolvidos na exposição maior. A partir de setembro de 2020, as obras que integraram as exposições individuais reaparecem na grande mostra coletiva, em novos contextos mas carregando em si os significados que lhes foram agregados pela exibição prévia. 
Para as três exposições individuais, foram convidadas artistas em meio de carreira de diferentes origens e pesquisas, que têm em comum o fato de serem autoras de produções prolíficas, complexas e instigantes: a peruana Ximena Garrido-Lecca (n. 1980, Lima), a brasileira Clara Ianni (n. 1987, São Paulo, SP) e a estadunidense Deana Lawson (n. 1979, Rochester, NY). Cada uma dessas mostras será acompanhada pela apresentação de uma performance: do sul-africano Neo Muyanga (n. 1974, Soweto), do argentino León Ferrari (1920-2013, Buenos Aires) e do brasileiro Hélio Oiticica (1937-1980, Rio de Janeiro). 
"A Bienal inicia-se com uma série de mostras e eventos que introduzem parte dos temas que serão tratados em profundidade na exposição principal, a partir de setembro”, explica Crivelli Visconti. “O Brasil e a América Latina estão representados com muita força, tanto do ponto de vista da nacionalidade dos artistas quanto dos assuntos tratados por eles, que vão desde questões sociais e políticas até o resgate de saberes ancestrais. Ao mesmo tempo, há uma atenção especial para a força e a urgência da produção que podemos inscrever no campo expandido da diáspora africana. De uma maneira geral, a 34ª Bienal busca dar visibilidade a produções que merecem maior atenção, como a arte indígena contemporânea (brasileira e de outras partes do mundo) ou a produzida no Caribe”. 
A primeira das mostras, com abertura em fevereiro de 2020, é de Ximena Garrido-Lecca, que vive e trabalha entre Lima e a Cidade do México. Sua pesquisa examina a turbulenta história do Peru e explora o impacto cultural dos padrões neocoloniais que são transmitidos através dos processos de globalização. A abertura de sua individual será concomitante à realização da performance inédita A Maze in Grace, de Neo Muyanga, em que um grande coro de vozes irá performar uma nova composição de sua autoria, baseada na canção Amazing Grace, frequentemente apresentada como um hino para marcar rituais de trauma e luto público ou para conjurar afeto durante reuniões políticas de massa em diferentes partes da África e do mundo anglófono. 
A segunda mostra individual, com abertura em abril de 2020, é de Clara Ianni, cuja prática explora a relação entre a percepção do tempo, da história e do espaço no atual contexto do capitalismo globalizado. A abertura de sua exposição coincidirá com a realização da performance Palabras Ajenas (1965-1969), de León Ferrari. Palabras Ajenas é uma colagem literária que se apropria de citações de personagens históricos para construir um diálogo sobre violência, guerra e poder. A obra foi parcialmente lida em público duas vezes (em 1968, no Arts Lab, Londres, e, em 1972, no Teatro Larrañaga, Buenos Aires), e apenas recentemente passou a ser apresentada em sua versão integral (desde sua leitura em inglês em 2017, no REDCAT, Los Angeles). Essa será a primeira leitura completa da obra no Brasil e em português.
Em julho de 2020, acontece a terceira mostra individual no Pavilhão da Bienal, com obras da artista estadunidense Deana Lawson, que produz imagens íntimas de pessoas e lugares, frequentemente mesclando fotos espontâneas, encenadas e encontradas. Atenta aos estereótipos dos retratos ocidentais e africanos e comprometida a extrapolar seus contornos, Lawson produziu um novo conjunto de imagens em Salvador (BA), como parte de sua série de fotos que retratam de maneira extremamente pessoal lugares marcados pela forte presença de culturas oriundas da diáspora africana. A última performance, por sua vez, não acompanha a abertura da individual de Lawson, mas sim a da grande mostra coletiva realizada no Pavilhão da Bienal a partir de setembro de 2020: trata-se da obra jamais realizada de Hélio Oiticica, A ronda da morte, concebida em 1979, ao retornar ao Brasil após cerca de 10 anos entre Londres e Nova York, como resposta poética e simbólica ao otimismo da sociedade brasileira pelo declínio da ditadura, otimismo do qual o artista não compartilhava, por entender que faltavam ainda mudanças estruturais, que trouxessem uma efetiva justiça social.

Parcerias internacionais
Além da rede estabelecida com cerca de 25 instituições parceiras na cidade de São Paulo, já anunciada, a 34ª Bienal será desenvolvida em colaboração com instituições internacionais de renome, que estão co-produzindo e irão incluir em suas programações algumas das mostras individuais e performances. A apresentação de Neo Muyanga é uma iniciativa conjunta com a Bienal de Liverpool (Inglaterra), enquanto as mostras individuais contam com as seguintes parcerias: a exposição de Ximena Garrido-Lecca é coproduzida com o CCA Wattis, São Francisco (EUA); a exposição de Clara Ianni é coproduzida com o Centre for Contemporary Art, Lagos – CCA Lagos (Nigéria); e a exposição de Deana Lawson é coproduzida com a Kunsthalle Basel, Basiléia (Suíça). Essas mostras serão apresentadas no exterior em 2021, salvo pela individual de Deana Lawson, que irá ocupar a Kunsthalle Basel de 27 de março a 24 de maio de 2020. 
“A Fundação Bienal tem intensificado sua atuação internacional desde 2016, quando foi criado seu Conselho Consultivo Internacional. A realização da 34ª Bienal — com as parcerias firmadas com instituições dos Estados Unidos, Europa e África — também faz parte desse movimento. De forma similar, a experiência realizada com a próxima edição da mostra, de apresentar exposições antecipatórias, é fruto de nosso desejo de nos aproximarmos cada vez mais do Parque Ibirapuera e de nos abrimos para a cidade. A Bienal é um patrimônio de todos, e queremos que os paulistanos se sintam à vontade para se apropriar e vivenciar este espaço e experiência”, afirma José Olympio da Veiga Pereira, presidente da Fundação Bienal. 

Projeto editorial
No âmbito da busca por uma pluralidade enriquecedora de posicionamentos e pontos de vista que caracteriza a 34ª Bienal de São Paulo, a curadoria de publicações é assumida por Elvira Dyangani Ose, diretora do The Showroom, Londres (Inglaterra), instituição que, assim, passa a integrar a rede de parcerias do evento. 
Nas publicações da 34ª Bienal, os temas abordados na exposição servirão de ponto de partida para uma reflexão mais ampla sobre a sociedade e a cultura contemporâneas. Num formato inovador, da mesma forma que as obras de arte são primeiro apresentadas em uma configuração inicial e voltam ao longo do projeto enriquecidas e matizadas por novas justaposições, as publicações serão compostas por um conjunto de textos e imagens que serão apresentados, ao longo de um ano, em diversos formatos (tais como revistas, livros, jornais e plataformas digitais), e serão depois incorporados nos produtos editoriais que acompanharão a exposição principal. 
Mais que seguir ou querer reproduzir a exposição de maneira supostamente objetiva, o conjunto de publicações buscará apropriar-se da sua metodologia aberta, com o intuito de enfatizar a impossibilidade de cristalizar de modo definitivo um processo que é, em sua essência, concebido para permitir constante transformação. 

Identidade visual
Desenvolvida pelo artista e designer Vitor Cesar, a identidade visual da 34ª Bienal incorpora a poética do ensaio proposta pela curadoria ao desenvolver uma linguagem maleável que pode ser transformada em função dos diferentes contextos da 34ª Bienal. Nesse sentido, são compartilhadas agora as primeiras sintaxes visuais desse sistema, e novas irão aparecer nos diversos espaços de comunicação da mostra ao longo do tempo. “Ao invés de sintetizar uma imagem única, busca-se experimentar uma pluralidade visual em que é possível transitar entre clareza e complexidade com recursos criados a partir de ideias como encontros, atravessamentos, vínculos, vincos, dobras e relevos”, explica o designer. 

Sobre o título 
Encarado mais como uma afirmação que como um tema, o título da 34ª Bienal de São Paulo, Faz escuro mas eu canto, é um verso do poeta Thiago de Mello, publicado em livro homônimo do autor em 1965. Em sua obra, o poeta amazonense fala de maneira clara dos problemas e das esperanças de milhões de homens e mulheres ao redor do mundo: “A esperança é universal, as desigualdades sociais são universais também (...). Estamos num momento em que o apocalipse está ganhando da utopia. Faz tempo que fiz a opção: entre o apocalipse e a utopia, eu fico com a utopia”, afirma o escritor. Crivelli Visconti completa: “por meio de seu título, a 34ª Bienal reconhece o estado de angústia do mundo contemporâneo enquanto realça a possibilidade de existência da arte como um gesto de resiliência, esperança e comunicação”.

Arquitetura
Motivado pelo conceito de “relação”, o escritório Andrade Morettin Arquitetos, convidado para desenvolver o projeto arquitetônico e expográfico da mostra, propôs, para a 34ª Bienal, trabalhar com a ideia de uma dimensão intermediária que torne mais íntima a escala monumental do Pavilhão, facilitando a conexão entre os visitantes e as obras. De acordo com Marcelo Morettin, “o projeto pretende trazer o conceito do espaço público do Parque Ibirapuera para dentro do prédio por meio de estruturas análogas a praças e calçadas, que mimetizem o funcionamento da marquise, conectando galerias que — quase como edifícios porosos que se contrapõem à escala ‘urbana’ do pavilhão projetado por Oscar Niemeyer — vão oferecer ambientes de naturezas variadas, em uma escala mais contida”.

34ª Bienal de São Paulo – Faz escuro mas eu cantoPavilhão Ciccillo Matarazzo, Parque Ibirapuera
Entrada gratuita
Exposições individuais: Ximena Garrido-Lecca: 8 de fevereiro a 15 março
com performance de Neo Muyanga: 8 de fevereiro
Clara Ianni: 25 de abril a 8 de junho
com performance de León Ferrari: 25 de abril 
Deana Lawson: 25 de julho a 23 de agosto
com performance de Hélio Oiticica: 25 de julho
Exposição coletiva*: de 5 de setembro a 6 de dezembro
Equipe curatorialCurador geral: Jacopo Crivelli ViscontiCurador adjunto: Paulo MiyadaCuradores convidados: Carla Zaccagnini, Francesco Stocchi e Ruth Estévez Editora convidada: Elvira Dyangani Ose em colaboração com The Showroom, London

fonte: http://www.bienal.org.br/post/7203

ANIMAÇÕES ENOCH 2019 - VOTAÇÃO ON-LINE

As animações foram feitas pelos alunos do ensino fundamental da E.E. Enoch Garcia Leal da cidade de Guaíra, em suas aulas de arte. A divulgação e proposta de votação veio inspirada no magnífico projeto realizado pela Diretoria de Ensino de Barretos, o nosso saudoso "Anima Barretos". Essa incrível festival acontece desde 2006 e tem como maior objetivo ampliar o universo entre tecnologia e arte. 
Assim, deixamos nosso trabalho de 2019 publicado. Agradecemos o prestígio e atenção. 
Professoras Milessandra e Márcia 
Para votar, Clique aqui, completando o formulário.

 

Vick Muniz e Museu Nacional....

https://g1.globo.com/globonews/jornal-globonews-edicao-das-18/video/vik-muniz-expoe-em-nova-york-obras-feitas-com-cinzas-do-museu-nacional-8091349.ghtml
Clique na imagem para assistir a reportagem

2º Festival de animação EEARB 2019

As animações abaixo foram realizadas por meus alunos da Escola Estadual Alysson Roberto Bruno, cidade de Planura MG.. Essa já é nossa segunda edição do Projeto que já teve avanços incríveis. Essa é nossa primeira oportunidade em abrir a votação on-line para a melhor animação. 
Abaixo vocês podem conferir as 23 animações aprovadas para o Festival de 2019. Após assistir clique no campo abaixo e vote na sua preferida!
 Agradecemos a participação!
Profª Milessandra Braganholo

Mamulengos - Olinda/PE

Como fazer uma XILOGRAVURA passo à passo

xilogravura


Xilogravura
Xilogravura significa gravura em madeira. É uma antiga técnica, de origem chinesa, em que o artesão utiliza um pedaço de madeira para entalhar um desenho, deixando em relevo a parte que pretende fazer a reprodução. Em seguida, utiliza tinta para pintar a parte em relevo do desenho. Na fase final, é utilizado um tipo de prensa para exercer pressão e revelar a imagem no papel ou outro suporte. Um detalhe importante é que o desenho sai ao contrário do que foi talhado, o que exige um maior trabalho ao artesão.
O contato entre diversas culturas, como a brasileira e a portuguesa, ocasionou o surgimento da xilogravura popular brasileira. Os portugueses já utilizavam a técnica que, quando trazida para o Brasil, desenvolveu-se na Literatura de Cordel.
 A xilogravura é muito popular na região Nordeste do Brasil, onde estão os mais populares xilogravadores (ou xilógrafos) brasileiros Gilvan Samico, Abraão Batista, Amaro Francisco, José Costa Leite, José Lourenço e J. Borges estão entre os principais xilógrafos brasileiros.
. A xilogravura era frequentemente utilizada para ilustração de textos de literatura de cordel. Alguns cordelistas eram também xilogravadores, como por exemplo, o pernambucano J. Borges (José Francisco Borges).
A xilogravura também tem sido gravada em peças de azulejo, reproduzindo desenhos de menor dimensão. Esta é uma das técnicas que o artesão pernambucano Severino Borges, tem utilizado em seus trabalhos.



modelagem - Argila


Modelagem – Argila
A modelagem existe desde os primórdios da humanidade. Na antiguidade, moldavam o barro e transformavam em peças utilitárias e representativas.
Mesmo nas civilizações posteriores a modelagem sempre esteve presente em vasos, máscaras, objetos decorativos e muito mais.
Então podemos definir a modelagem como o ato de moldar, ajustar a forma manualmente de material como o barro, argila, e outros materiais maleáveis e transforma-los em objetos tridimensionais. Mesmo com as tecnologias ainda é uma prática bastante artesanal.
Diferente do desenho e da pintura, a modelagem nos proporciona a visão de todos os ângulos e lados da estrutura e ainda podemos perceber a sua textura.
Sendo uma forma de expressão simbólica e lúdica , o ato de manipular o barro torna-se além de educativo, uma forma prazerosa de expressão e o tridimensional passa a representar um novo conhecimento adquirido através dos desenhos.
A argila e as massas de modelar são as mais usadas pelos artistas na confecção de seus trabalhos.
Mesmo nos tempos remotos, a argila era bastante usada na confecção de potes e estatuetas, em urnas funerárias e sempre estava relacionada à existência, a vida.
Os primeiros artefatos modelados em argila eram simples e alguns possuíam desenhos geométricos como os encontrados na Pré História. No decorrer do tempo, as técnicas foram se aprimorando, a modelagem foi sendo aperfeiçoada e os pigmentos naturais ou argilas coloridas, acrescentados a peça.
A civilização grega é a mais representativa na expansão das técnicas em cerâmica. Faziam a queima e pintura e classificavam as peças por funcionalidade. Os artefatos e vasos eram decorados em vermelho e preto. Os gregos são considerados como os melhores fabricantes de cerâmica do mundo.
Com a prosperidade da modelagem em argila, a cerâmica, outros povos passaram a desenvolver outras técnicas, como os chineses, que passaram a queima-las para ficarem mais fortes e a usar o caulim (pó branco) que deixava a peça translúcida e leve, a porcelana.
A cerâmica se espalhou por todos os lugares e foram ganhando novos componentes, formas e utilidades. O que antes era puramente útil passou a ser também decorativo.
Outros materiais também foram usados ma modelagem como o gesso
No Brasil temos importantes ceramistas como mestre Vitalino, homem simples e com grande criatividade. Suas peças mostram a vida dos habitantes do nordeste em figuras simples
A argila é um material usado desde os tempos mais remotos para a fabricação de objetos de uso diário e decoração. Trabalhar com o barro exige pouco mais que as mãos. Técnicas avançadas incluem uma variedade de ferramentas como o torno ou roda de oleiro que tem um prato giratório para ajudar a moldar uma peça. Com um pouco de prática é possível fazer jarras, canecas, potes, vasilhas, pratos e tigelas.
Prepare o barro.  A boa argila deve ser macia o suficiente para ser trabalhada diretamente com as mãos fora da embalagem. Mas você pode conseguir este efeito ao amassar o barro que vai ficar flexível e sem bolhas de ar ou pelotinhos. Este processo é chamado de ACUNHAMENTO.




PINTURAS DO FOLCLORE BRASILEIRO

O Folclore Brasileiro  
O folclore reúne todos os Mitos e Lendas do Brasil.
A mitologia, os contos, as superstições, crenças e  lendas populares formam a cultura popular brasileira.
Os personagens folclóricos brasileiros mais destacados são o saci-pererê, a curupira, o boitatá, o lobisomem, o boi-bumbá e mula-sem-cabeça.
Muitas festas populares folclóricas, com festividades, comemorações e contos folclóricos estão no nordeste brasileiro.

Bumba Meu Boi



"Bumba-meu-Boi" - Orlando Fuzinelli
Pintor brasileiro contemporâneo

Aracy
Artista naif brasileira

 
Música: "Boi Bumbá" - Jackson do Pandeiro
Compositor e cantor brasileiro (1919-1982)
Vídeo com imagens da Festa do Bumba meu Boi do Maranhão




Festa do Bumba meu Boi

 Bumba meu Boi ou "Boi Bumbá", é uma das mais incríveis manifestações culturais do Brasil.
A rica mistura de dança, folclore, música, religião e teatro, fez surgir o Bumba-Meu-Boi do Maranhão. É uma tradição que se mantém desde o século XVIII e arrasta maranhenses e visitantes por todos os cantos de São Luiz, nos meses de junho e julho.



A Lenda do Boi-Bumbá

"A lenda do Boi-Bumbá é revivida nos desfiles da festa de Parintins, no Amazonas.
Conta que um peão, o Pai Francisco, com medo do filho não nascer com saúde, satisfez o desejo da esposa que queria comer língua de boi, matando o boi do seu amo. Ao descobrir o acontecido, o amo resolveu prender Pai Francisco com ajuda dos índios. Depois de muito sofrer, ele foi salvo pelo padre e o pajé. O pajé conseguiu a façanha de ressuscitar o boi. 
Na encenação, com o boi vivo novamente, a festa reinicia e segue intensa, em frenético e contagiante ritmo que envolve a todos."

Fonte: http://www.velhosamigos.com.br/boibumba.html

"Bumba-meu-Boi" - Aracy
Artista naif brasileira


"Bumba-meu-Boi" - Aracy
Artista naif brasileira


Aracy - Artista naif brasileira


Militão dos Santos
Artista naif brasileiro contemporâneo



"Festa do Bumba-meu-Boi"- Vanessa Lima
Artista naif brasileira contemporânea




Alice Masiero
Artista naif brasileira contemporânea


Gondim
Artista naif brasileiro

"Bumba-meu-Boi" - Cândido Portinari
Pintor brasileiro (1903-1962)
Arte Naif


Arte Naif é a arte ingênua, pura no seu conceito mais simples.
É uma arte mais livre, muitas vezes confundida como arte primitiva ou popular. O que não é errado porque ela realmente transmite a essência cultural do motivo a ser mostrado, sem preocupar-se muito com proporção e perspectiva.
A pintura naif se caracteriza geralmente como figurativa, muito colorida e rica em detalhes.



Iaras - Sereias

Alice Masiero
Artista naif brasileira contemporânea



A Lenda da
Sereia Iara

"A Iara é uma lenda do folclore brasileiro. Ela é uma linda sereia que vive no rio Amazonas, sua pele é morena, possui cabelos longos, negros e olhos castanhos.

A Iara costuma tomar banho nos rios e cantar uma melodia irresistível, desta forma os homens que a veem não conseguem resistir aos seus desejos e pulam dentro do rio. Ela tem o poder de cegar quem a admira e levar para o fundo do rio qualquer homem com o qual ela desejar se casar.

Os índios acreditam tanto no poder da Iara que evitam passar perto dos lagos ao entardecer."
Fonte: http://www.brasilescola.com/folclore/iara.htm




Saci em Ilustrações





"O saci-pererê é representado por um menino negro que tem apenas uma perna. Sempre com seu cachimbo e com um gorro vermelho que lhe dá poderes mágicos. Vive aprontando travessuras e se diverte muito com isso. Adora espantar cavalos, queimar comida e acordar pessoas com gargalhadas."


Saci - Origem

"O saci, também conhecido como saci-pererê, saci-cererê, matimpererê, matita perê, saci-saçurá e saci-trique, é um personagem bastante conhecido do folclore brasileiro. Tem sua origem presumida entre os indígenas da Região das Missões, no Sul do país, de onde teria se espalhado por todo o território brasileiro.
A figura do saci surge como um ser maléfico, como somente brincalhão ou como gracioso, conforme as versões comuns ao sul.
Na Região Norte do Brasil, a mitologia africana o transformou em um negrinho que perdeu uma perna lutando capoeira, imagem que prevalece nos dias de hoje. Herdou também, da cultura africana, o pito, uma espécie de cachimbo e, da mitologia europeia, herdou o píleo, um gorrinho vermelho usado pelo lendário trasgo. Trasgo é um ser encantado do folclore do norte de Portugal, especialmente da região de Trás-os-Montes. Rebeldes, de pequena estatura, os trasgos usam gorros vermelhos e possuem poderes sobrenaturais."
fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Saci




Música: "Saci-Pererê" - Jorge Ben Jorge
Compositor brasileiro contemporâneo








O Saci Pererê de Monteiro Lobato

Saci - Desenho à nanquim de Monteiro Lobato

Livro infantil de Monteiro Lobato (edição de 1941) - com o personagem Saci


Livro infantil de Monteiro Lobato - com o personagem Saci
Ilustrações de Paulo Borges


Livro infantil de Monteiro Lobato - com o personagem Saci



Música: "Sítio do Picapau Amarelo" Gilberto Gil
Compositor brasileiro contemporâneo

(Tema do programa de TV "Sítio do Picapau Amarelo" da Rede Globo de Televisão)



Folclore

  A palavra folclore, é originária da língua inglesa, da junção das palavras folk, que significa povo; e lore, que significa sabedoria popular. Formou-se então a palavra "folklore", folclore, que quer dizer sabedoria do povo.

"Podemos definir o folclore como um conjunto de mitos e lendas que as pessoas passam de geração para geração. Muitos nascem da pura imaginação das pessoas, principalmente dos moradores das regiões do interior do Brasil. Muitas destas histórias foram criadas para passar mensagens importantes ou apenas para assustar as pessoas. O folclore pode ser dividido em lendas e mitos. Muitos deles deram origem à festas populares, que ocorrem pelos quatro cantos do país.
As lendas são estórias contadas por pessoas e transmitidas oralmente através dos tempos. Misturam fatos reais e históricos com acontecimentos que são frutos da fantasia. As lendas procuraram dar explicação a acontecimentos misteriosos ou sobrenaturais.
Os mitos são narrativas que possuem um forte componente simbólico. Como os povos da antiguidade não conseguiam explicar os fenômenos da natureza, através de explicações científicas, criavam mitos com este objetivo: dar sentido as coisas do mundo. Os mitos também serviam como uma forma de passar conhecimentos e alertar as pessoas sobre perigos ou defeitos e qualidades do ser humano. Deuses, heróis e personagens sobrenaturais se misturam com fatos da realidade para dar sentido a vida e ao mundo."





Obs.: Mais ilustrações, vídeos, músicas e informações sobre o SACI, na minha página de outubro de 2012, especial sobre o dia do Saci. No link: http://deniseludwig.blogspot.com.br/2012/10/arte-em-ilustracoes-no-folclore.html